Um terço da vida é passado dormindo. A qualidade dessa respiração importa — esse tempo merece mais do que interrupções. Quando o sono deixa de restaurar, a saúde, a energia e a qualidade de vida pagam o preço.
Sobre
Médica pneumologista com atuação dedicada aos distúrbios respiratórios do sono, especialmente à apneia obstrutiva do sono. É pós-graduada em Medicina do Sono pelo Instituto do Sono (São Paulo) e, recentemente, foi aprovada como aluna do mestrado em Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com linha de pesquisa em Medicina do Sono.
Possui formação em Pneumologia pelo Hospital Moinhos de Vento (Porto Alegre/RS), é membro titular da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e atualmente integra o Serviço de Pneumologia do HU-UFSC, onde coordena o ambulatório de Apneia do Sono.
Você sabia? Mais de 80% das pessoas com apneia obstrutiva do sono nunca receberam diagnóstico. Durante o sono, a via aérea pode se fechar repetidamente, provocando quedas dos níveis de oxigênio e despertares que muitas vezes passam despercebidos.
Os primeiros sinais costumam ser percebidos por quem dorme ao lado: ronco intenso, engasgos e pausas na respiração. O diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade do sono, a disposição durante o dia e reduzir riscos importantes para a saúde cardiovascular.
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é o distúrbio respiratório do sono mais frequente. É caracterizada por episódios recorrentes de colapso total ou parcial das vias aéreas superiores durante o sono — manifestando-se como apneias, hipopneias ou despertares associados ao aumento do esforço respiratório (RERA).
Esses eventos provocam dessaturações intermitentes de oxigênio e frequentes microdespertares, resultando em fragmentação do sono. Os episódios tendem a ser mais longos e graves durante o sono REM e na posição supina (deitado de costas).
Além da hipertensão arterial sistêmica, a apneia do sono associa-se a AVC, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, isquemia e infarto agudo do miocárdio, arritmia e morte súbita.
A apneia do sono vai muito além do ronco. As quedas repetidas de oxigênio durante a noite afetam o corpo inteiro — por isso hoje é considerada uma condição de impacto sistêmico.
Exame de apneia do sono no conforto da sua casa
A polissonografia domiciliar é um exame indicado para o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono. É realizado por meio de um pequeno dispositivo com poucos acessórios, que monitoram as principais funções respiratórias enquanto você dorme — na sua própria cama, com o seu conforto habitual.
O equipamento é levado até a sua residência, você recebe orientações para realizar o exame em casa e, posteriormente, os dados são analisados e interpretados com avaliação médica especializada.
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Agendar meu exameSe você ronca, sente sono excessivo durante o dia ou alguém já observou pausas na sua respiração durante o sono, agende uma consulta online com a Dra. Luane para uma avaliação especializada e a definição da melhor estratégia diagnóstica para o seu caso.
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Após a solicitação do seu médico, o equipamento é entregue para a realização do exame em casa. Você recebe orientações sobre a colocação dos sensores e dorme no seu horário habitual.
Durante a noite, o equipamento registra parâmetros respiratórios importantes, como fluxo respiratório, esforço respiratório, oxigenação do sangue e frequência cardíaca.
Na manhã seguinte, basta remover os sensores e devolver o aparelho. Os dados registrados são então analisados e interpretados por médica especialista em Medicina do Sono, com emissão de laudo médico.
Sim. A Poligrafia Respiratória do Tipo III é um método validado para o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono e amplamente utilizado na prática clínica.
Por ser realizado no ambiente habitual de sono do paciente, o exame alia precisão diagnóstica, praticidade e conforto, permitindo a avaliação de parâmetros respiratórios fundamentais durante a noite. Em situações específicas, dependendo dos sintomas, das condições de saúde associadas e da avaliação clínica individual, o médico poderá considerar a necessidade de uma investigação complementar em laboratório do sono.
Segundo a AASM, o exame domiciliar é indicado para adultos com sinais e sintomas que sugerem risco aumentado de apneia obstrutiva moderada a grave — como ronco frequente, pausas na respiração percebidas por outras pessoas, sonolência excessiva durante o dia, sono não reparador e despertares com sensação de sufocamento. A indicação é sempre feita após avaliação médica. Dependendo das comorbidades de base e outras condições associadas, pode ser recomendado o exame em laboratório.
O dispositivo é pequeno e portátil, com poucos sensores: uma cânula sob o nariz para medir a respiração, uma faixa no tórax para avaliar o esforço respiratório, um sensor no dedo para medir a oxigenação do sangue e um monitor de frequência cardíaca.
Os sensores podem causar algum estranhamento inicial, mas geralmente não impedem a realização adequada do exame. Como a avaliação é feita no conforto da sua própria casa, muitos pacientes se sentem mais à vontade do que em um ambiente hospitalar ou laboratório do sono.
O equipamento chega até a sua residência em Florianópolis, Palhoça, Biguaçu e São José — sem necessidade de deslocamento ou internação.
Os dados são revisados e interpretados por médica especialista — nunca apenas pela leitura automática do aparelho, como recomenda a AASM.
Se o exame foi solicitado pelo seu médico assistente, o resultado será encaminhado para que ele possa avaliar os achados e definir a melhor conduta para o seu caso. Quando necessário, a Dra. Luane também permanece disponível para discutir os resultados diretamente com o médico solicitante e fornecer esclarecimentos adicionais sobre os achados do seu estudo.
Caso seu acompanhamento seja realizado com a Dra. Luane Casagrande, o exame é aberto e discutido detalhadamente em consulta. Além da explicação dos resultados, é feita uma avaliação individualizada da gravidade da apneia, dos sintomas e das condições de saúde associadas, permitindo a definição das opções de tratamento mais adequadas para cada paciente.
Quando indicado, o tratamento da apneia do sono pode melhorar a qualidade do sono, reduzir a sonolência e o cansaço durante o dia, além de contribuir para a redução do risco cardiovascular e para uma melhor saúde e sobrevida a longo prazo.